A formatura do 5º ano da Legacy School, no Rio de Janeiro, virou palco de fé, emoção e aplausos de pé. Guilherme Gandra Moura, conhecido como Gui, concluiu o Ensino Fundamental 1 e usou seu discurso para agradecer a Deus por uma conquista que muitos médicos chegaram a considerar impossível.

Gui convive com a epidermólise bolhosa distrófica, uma síndrome rara que causa extrema sensibilidade na pele, provocando bolhas, feridas e dores ao menor atrito. Ainda assim, firme como rocha, ele subiu ao palco e entregou palavras que tocaram fundo quem estava ali — e depois, quem assistiu pelas redes sociais.

“Eu agradeço a Deus a oportunidade de estar podendo concluir este ciclo, mesmo com todas as dificuldades impostas por minha patologia”, disse o menino, com voz serena e coração gigante.

Ele também destacou o acolhimento recebido na escola. “Agradeço a Deus pela graça de ser tão amado por cada integrante dessa equipe da Legacy School, que tão amorosamente me recebeu de braços abertos, não só como aluno, mas como parte de vocês.”

Sem rodeios, Gui foi direto ao ponto e deu o crédito da vitória a quem ele acredita ser o autor da história. “A Deus toda a honra, toda a glória e todo o louvor. Obrigado, Papai do Céu, por me dar a oportunidade de ter um ensino de qualidade e um ambiente temente a Ti.”

O agradecimento se estendeu aos colegas do 5º ano. “Obrigado, Deus, por conduzir todos os alunos até este momento da nossa formatura. Obrigado por tudo”, concluiu, sob fortes aplausos.

O momento foi compartilhado pela mãe, Tayane Granda Orrinco, no Instagram, na terça-feira (16), e rapidamente ganhou as redes, emocionando milhares de pessoas. Em outra publicação, Gui relembrou sua trajetória de luta e superação.

“Passei por tantas coisas até aqui, tantos diagnósticos, por vezes fui desenganado. Mas o meu Deus é o Deus do impossível. Agora estou concluindo mais uma fase da minha vida para honra e glória do nome Dele”, escreveu. “Aqui estou indo para o 6º ano com louvor.”

Uma história que já vinha comovendo o Brasil desde 2023, quando Guilherme viralizou em um vídeo emocionante acordando de um coma induzido de 16 dias e chamando pela mãe no hospital. A gravação ultrapassou 11 milhões de visualizações e se tornou símbolo da fé e da perseverança da família.

Assista a seguir:

Na época, o menino precisaria passar por uma traqueostomia, mas teve uma recuperação surpreendente e não precisou do procedimento. “Não tenho dúvidas de que foi um milagre. Foi Deus”, afirmou Tayane em entrevista.

A trajetória de Gui ganhou repercussão nacional, estampou manchetes, atravessou redes sociais e até o futebol entrou na história: torcedor apaixonado do Vasco, ele se tornou xodó da torcida e foi eleito Torcedor do Ano no “Fifa The Best Football Awards”.

No fim das contas, o diploma é só o símbolo. A mensagem é maior: fé, resiliência e propósito. E Gui, pequeno no tamanho, gigante na história, segue em frente — agora rumo ao 6º ano, com coragem no peito e gratidão na ponta da língua.